Holocnemus pluchei (Scopoli, 1763)
Cavaleiro-marmoreado
Outros Nomes Comuns: aranhuço-marmoreado
Sinonímias de Holocnemus pluchei
Aranea pluchii, Aranea rivulata, Holocnemus pluchii, Holocnemus rivulatus, Pholcus barbarus, Pholcus impressus, Pholcus pluchei, Pholcus rivulatus, Pholcus ruralis
Morfologia de Holocnemus pluchei
© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

Ninfa
© Emídio Machado

Fêmea trnasportando as ninfas
© Emídio Machado

Fêmea transportando as ninfas
© Emídio Machado

Juvenil após 2º muda
© Luís Sousa
© Emídio Machado

© Inês Pinto

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Ricardo Silva
© Ricardo Silva
© Ricardo Silva
© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Emídio Machado

© Nuno Camejo

Informação detalhada sobre Holocnemus pluchei
Espécie nativa no continente e muito frequente.
É um competidor directo de Pholcus phalangioides e as suas teias encontram-se muitas vezes ligadas às de Steatoda nobilis e Zygiella x-nottata.
Fêmeas: | |||
![]() | ![]() | ![]() | ![]() |
Comprimento do corpo: 7 a 8,5 mm. Carapaça clara, quase circular, com uma grande depressão central e uma linha mediana escura. Esterno escuro. Patas muito compridas, castanhas acizentadas claras, malhadas de escuro com aneis brancos nas articulações precedidos e seguidos de anéis escuros. Pedipalpos com o último segmento alargado e escuro semelhante ao de machos subadultos noutras aranhas. Abdómen com uma marca cardíaca escura de cor característica, bordeada de branco. A restante zona dorsal e flancos com um padrão reticulado bastante vistoso para esta família. A face ventral apresenta uma linha longidutinal larga escura desde o pedicelo até às fieiras e bordeada de pontos brancos. Fieiras curtas. | |||
Machos: | |||
| ![]() | ![]() | ![]() |
Idênticos às fêmeas mas mais pequenos com patas proporcionalmente mais compridas e o abdómen mais reduzido. Comprimento do corpo: 4 a 6,5 mm. Pedipalpos com estruturas copulatórias bem visíveis. | |||
Larvas: | |||
![]() | ![]() | ||
O desenvolvimento larvar é facilmente visível através da protecção do ovo. Numa primeira fase, a região anterior é transparente e o abdómen escuro, passando depois as patas e carapaça a um tom acizentado. As larvas são transportadas pela mãe que as segura com as quelíceras e palpos. | |||
Ninfas: | |||
![]() | ![]() | ![]() | ![]() |
As ninfas dos primeiros estágios são de cor acizentada com pêlos proporcionalmente grandes e bem visíveis no abdómen. Gradualmente, adquirem as proporções e coloração dos adultos. | |||
Biologia e ecologia: | |||
![]() | ![]() | ||
Esta é uma espécie que vive vários anos, pelo que se encontra durante todo o ano. Os machos adultos normalmente durante o Verão e Outono. A teia é relativamente pequena, embora variável de acordo com o local escolhido. Consiste num lençol de seda fina em campânula, muitas vezes tão fina que é difícil perceber a sua estrutura organizada. É muito semelhante às teias de Pholcus phalangioides. Encontra-se com muita frequência em edifícios e todos os locais abrigados no exterior, mais raramente no interior. Também em troncos velhos. Alimenta-se principalmente de dípteros (moscas e mosquitos) e pequenas aranhas mas se tiver oportunidade, ataca quaisquer outras presas. Quando uma presa toca na teia, a aranha usa as patas traseiras para a enrolar em seda. esta seda não é muito forte, pelo que geralmente, não consegue capturar insectos muito fortes como vespas ou escaravelhos. Se tiver oportunidade, pode tornar-se cleptoparasita, pilhando as teias de outras aranhas às quais liga a sua teia. São territoriais, mas como as teias são pequenas, podemos encontrar aranhas de várias idades num mesmo local, geralmente as maiores mais acima. Na época de acasalamento, macho e fêmea podem compartilhar a teia. Os ovos são unidos com seda, mas não existe uma verdadeira ooteca, e são transportados pela fêmea nas quelíceras. Quando perturbada na teia, a aranha vibra encolhendo e esticando as patas. Se se sentir encurralada, deixa-se cair da teia e corre às arrecuas. Se for presa pelas patas, liberta-as rapidamente por autotomia. | |||
Identificação: | |||
Esta aranha tem um aspecto inconfundível. A sua silhueta e as patas compridas, apenas a tornam parecida a outras espécies da mesma família. Distingue-se facilmente de Pholcus pelo padrão do abdómen e das restantes espécies de Holocnemus por não ter o abdómen prolongado para além das fieiras. |