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Steatoda nobilis (Thorell, 1875)

ReinoAnimalia
FiloArthropoda
ClasseArachnida
OrdemAraneae
FamíliaTheridiidae
GéneroSteatoda
Nome ComumViúva-de-patas-vermelhas
Coordenadores Científicos
Ricardo Silva
Pedro Cardoso
Colaboradores
Luís Crespo
Emídio Machado
© Rui Carvalho© Rui Carvalho© Rui Carvalho© Rui Carvalho© Rui Carvalho© Rui Carvalho© Rui Carvalho© Rui Carvalho© Francisco Barros© Emidio Machado© Emidio Machado© Emídio Machado© Emídio Machado© Emídio Machado© Emídio Machado© Emídio Machado© Emídio Machado© Emídio Machado© Luís Nunes Alberto© Nadir Ribeiro© Joaquim Alves Gaspar© Joaquim Alves Gaspar© Emidio Machado© Emidio Machado© Emidio Machado© Emidio Machado© António França© António França© António França© Valter Jacinto© Valter Jacinto© Valter Jacinto
Ecologia de Steatoda nobilis
Origem Nativa da Madeira, Nativa de Portugal Continental, Nativa dos Açores
Distribuição Ibérica, Macaronésica
Habitat Florestas exóticas cultivadas, Florestas naturais, Hortas e campos regadio, Matagais, Montados, Pomares e olivais, Zonas perturbadas, baldios ou ruderais, Zonas ribeirinhas ou ripícolas, Zonas rupícolas, Zonas urbanas
Local Extremamente variável, desde plantas de estrutura rígida (arbustos, árvores, cactos), em troncos velhos, debaixo de cascas, dentro e fora das casas, muros, nas cidades em sinais de trânsito, postes, candeeiros, aparelhos electricos, etc. Desde que tenha um recanto abrigado e estável para construir o esconderijo tubular, pode encontrar-se esta espécie independentemente do meio circundante. As teias chegam a ser montadas em quebra-mares junto à zona de rebentação marinha e em prédios a grande altura.
Situação Selvagem em Portugal Continental, Selvagem na Madeira, Selvagem nos Açores
Guilde Trófica Predador
Estatuto Naturdata - Muito comum em Portugal Continental, Naturdata - Muito comum na Madeira, Naturdata - Muito
Protecção Não protegida
Morfologia de Steatoda nobilis

Ainda não existem caracteres morfológicos associados à taxonomia de Steatoda nobilis.
Informação adicional e observações sobre a espécie Steatoda nobilis

Sinonímias:
    Lithyphantes nobilis, Steatoda clarkii, Teutana nobilis

Comprimento (mm):
    Fêmea: 9 a 14 | Macho: 7 a 11

Descrição geral:
    Carapaça, no macho, vermelha ou vermelha-acastanhada, normalmente muito escura quase negra (por vezes castanha) com estrias radiais mais escuras, rugosa e com pêlos dispersos maiores e mais densos na zona cefálica. Na parte posterior tem dois rebordos com órgãos estridulatórios. Na fêmea é muito semelhante mas com a zona cefálica mais estreita e sem os rebordos dos órgãos estridulatórios.
8 olhos quase iguais com a linha posterior direita e a anterior recurva.
Quelíceras robustas e muito escuras (castanhas, vermelhas ou quase negras).
Abdómen com um folium dorsal algo variável mas característico: negro, castanho-avermelhado ou púrpura sobre um fundo branco, amarelado, creme ou ligeiramente rosado. O folium pode ocupar toda a face dorsal do abdómen ou apresentar uma área central aberta (neste caso, é frequentemente interrompido por linhas transversais) onde podem existir duas bandas longitudinais escuras. O rebordo anterior do abdómen é sempre claro (branco, ou creme) formando um anel bem visível mais ou menos extenso. Ventralmente é mais claro e com manchas variáveis. Anteriormente, na face ventral, os machos possuem uma área rígida que se estende desde o sulco epigástrico até cobrir parte do pedicelo. O rebordo desta placa saliente tem, em cada um dos lados, 10 a 12 pequenos dentes rombos, cada um com um pêlo rijo. Esta estrutura, em conjunto com os rebordos da carapaça constitui os órgãos estridulatórios.
Esterno cordiforme, vermelho-acastanhado escuro prolongando-se entre as coxas IV. No macho está coberto com pêlos fortes (excepto uma zona anterior mediana) que nascem de bases modificadas, alongadas e bem pronunciadas.
Fieiras curtas.
Patas castanhas-amareladas pálidas a vermelho escuro quase negro (principalmente nos machos), com um ligeiro escurecimento nas tíbias. Mais robustas e curtas nas fêmeas. Imediatamente após a muda, as patas ficam quase transparentes, escurecendo lentamente com o tempo passando frequentemente por tons esverdeados ou mesmo verde pálido azulado que ao fim de cerca de um dia desaparecem para dar lugar às tonalidades castanhas e avermelhadas típicas.
Pedipalpos com a mesma variação de cor das patas e da carapaça.

Biologia:
    Fêmeas todo o ano; machos adultos na Primavera e Verão. Embora pronta a caçar de dia, esta espécie é muito mais activa de noite, deslocando-se e arranjando a teia sempre durante a noite já avançada.
A teia é de tamanho muito variável entre 10 cm a 50 cm de comprimento e a alturas do solo que vão desde meio metro até mais de 3 metros. Com um ninho escondido numa fenda ou cavidade que comunica através de um tubo de seda muito rija com uma outra estrutura em forma de lençol. Esta estrutura é a zona de caça propriamente dita, é de seda mais suave, com malha irregular e puxada para baixo por alguns fios fortes que a prendem ao substrato. Por cima, existe uma zona irregular de tamanho muito variável com fios fortes que sustenta toda a teia e serve como interceptor para insectos voadores. Além das funções de caça, estas zonas irregulares funcionam também como alarme, e sempre que são danificadas, a aranha esconde-se imediatamente no ninho.
No inverno, ou quando fazem as posturas, as fêmeas podem apresentar teias sem a zona de captura. Também é frequente as teias estarem ligadas a outras de Pholcus, Holocnemus, Zygiella, Parazygiella e Stroemiellus.

Para o acasalamento, o macho desloca-se e procura a fêmea. Quando chega a uma teia, inicia um ritual que inclui toques e puxões com as patas, batidas com o abdómen. Acasalam várias vezes ao longo de horas e o macho pode coabitar com a fêmea no ninho durante esse período. É frequente a fêmea tentar comer o macho.

A principal defesa desta espécie é a fuga, escondendo-se rapidamente no abrigo ou numa fenda que encontre. Outras defesas conhecidas são a segregação de seda muito forte e pegajosa e a catalepsia, fingindo-se de morta mesmo quando tocada. Só se for apertada tenta picar. Em Portugal, apesar de ser uma das aranhas mais comuns e com maior contacto com o Homem, não se conhece nenhum caso confirmado da picada desta aranha. O efeito conhecido do veneno desta espécie é uma forte dor localizada.

Tem uma grande resistência à falta de alimento e água podendo viver largos meses sem comer e mais de um ano sem beber água. Alimenta-se de quase todo o tipo de insectos mesmo os defendidos quimicamente. A captura das presas é feita invariavelmente da mesma forma com a aranha a envolver as presas em seda com as patas IV depois, corta o lençol e "embrulha" completamente a presa e procura um ponto onde injectar o veneno e afasta-se. Ao fim de algum tempo, volta e recolhe a presa para o ninho onde a come.
Com alguma frequência, as teias desta espécie são pilhadas por outras aranhas dos géneros Pholcus e Holocnemus.

Identificação:
    O grande tamanho desta espécie (na família, apenas ultrapassado por Latrodectus), a cor e o padrão dorsal típico do abdómen, tornam-na praticamente inconfundível. As formas mais melânicas e menos avermelhadas podem ser confundidas com Steatoda grossa mas o padrão típico pode ver-se com observação mais pormenorizada.
Os juvenis, podem igualmente ser confundidos com diversas espécies de Theridion.
Uma identificação segura faz-se analisando as estruturas copulatórias.


A ficha da espécie Steatoda nobilis foi actualizada pela última vez em Abril 2011.
Distribuição
100% Fiabilidade de Ocorrência 0%
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