Descrição geral: Prossoma aplanado, com a carapaça amarelada, castanha ou ligeiramente avermelhadasendo a zona cefálica mais escura e apresentando uma estria torácica longitudinal também mais escura. O opistossoma varia de cinzento a amarelo pálido, oval mais comprido que largo. Patas compridas e relativamente delgadas, dentro das mesmas tonalidades da carapaça e do abdomen.
Veneno: Existe ainda grande desconhecimento sobre o efeito do veneno desta aranha em seres humanos. Existem várias espécies deste género por todo o mundo, capazes de provocar danos graves e permanentes num ser humano adulto através do seu veneno. Em Portugal, no entanto, não existe um único caso sequer de mordedura desta espécie, pelo que nada se pode afirmar sobre o seu efeito. Em Espanha e na Turquia, conhecem-se alguns possíveis casos sendo que apenas um foi confirmado pertencer a Loxosceles rufescens e causou apenas uma necrose localizada. Existem em Espanha casos atribuídos a provavel mordedura de aranha que encaixam bem no quadro de loxoscelismo. São casos graves que não foram no entanto, inequivocamente atribuídos a qualquer espécie. Com a presença de diversas outras espécies suspeitas de provocar efeitos semelhantes (algumas espécies de Agelenidae e Gnaphosidae), torna-se impossível afirmar que esta é uma espécie perigosa. Ainda assim, deve ser tratada como tal, pois alguns dos casos suspeitos são realmente muito graves. Notas: Esta espécie deveria ser alvo de estudos mais minuciosos pois é possível que possa existir mais que uma espécie em Portugal. Não são aranhas particularmente abundantes e sendo haplogínicas, é fácil, especialmente usando referências e bibliografia antiga, não serem detectadas diferenças morfológicas significativas que levantem suspeitas.