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Latrodectus tredecimguttatus (Rossi, 1790)

ReinoAnimalia
FiloArthropoda
ClasseArachnida
OrdemAraneae
FamíliaTheridiidae
GéneroLatrodectus
Nome ComumViúva-negra-mediterrânica, aranha-viúva ou malmignata
Coordenadores Científicos
Ricardo Silva
Pedro Cardoso
Colaboradores
Luís Crespo
Emídio Machado
© Jorge Almeida© Ricardo Ramos da Silva© Jorge Almeida© Pedro Cardoso© Ricardo Ramos da Silva© Pedro Cardoso© Ricardo Ramos da Silva© Luís Crespo
Juvenil
© Jorge AlmeidaZoom
Ecologia de Latrodectus tredecimguttatus
Origem Nativa da Madeira, Nativa de Portugal Continental
Distribuição Mediterrânica
Habitat Dunas e areais, Matagais, Montados
Local Em locais áridos ou ensolarados, frequentemente com vegetação baixa ou sem vegetação, embora possa surgir em áreas com arbustos mais densos. No solo, debaixo de pedras e nos arbustos. Os machos adultos podem ser encontrados em todos os locais quando se deslocam em busca de fêmeas.
Situação Explorada como espécie de companhia, Selvagem em Portugal Continental, Selvagem na Madeira
Guilde Trófica Predador
Estatuto Naturdata - Pouco comum em Portugal Continental
Protecção Não protegida
Morfologia de Latrodectus tredecimguttatus

Ainda não existem caracteres morfológicos associados à taxonomia de Latrodectus tredecimguttatus.
Informação adicional e observações sobre a espécie Latrodectus tredecimguttatus

ESTA ESPÉCIE ESTÁ CLASSIFICADA PELO NATURDATA NA LISTA DE ESPÉCIES PERIGOSAS DE PORTUGAL COM A CATEGORIA C1 - "ESPÉCIES COM VENENOS CAPAZES DE PRODUZIR SITUAÇÕES DE EXTREMO DESCONFORTO OU DOR DURANTE PERÍODOS DE TEMPO CONSIDERÁVEIS" PELO QUE DESACONSELHAMOS FORTEMENTE O SEU MANUSEIO SEM AS DEVIDAS PRECAUÇÕES.

Sinonímias: Aranea brevipes, Aranea 13-guttata, Latrodectus argus, Latrodectus conglobatus, Latrodectus erebus, Latrodectus hispidus, Latrodectus lugubris, Latrodectus mactans, Latrodectus mactans tredecimguttatus, Latrodectus malmignatus, Latrodectus martius, Latrodectus oculatus, Latrodectus schuchii, Latrodectus tredecimguttatus lugubris, Latrodectus venator, Latrodectus 13decimguttatus, Latrodectus 13-guttatus, Latrodectus 5-guttatus, Meta hispida, Theridion tredecim-guttatum, Theridion lugubre

Comprimento (mm): Fêmea 14 a 15 | Macho 8 a 10

Carapaça: Negra brilhante. Nas fêmeas adultas mais larga com uma clara depressão na zona foveal.

Quelíceras: Negras, sem dentes.

Abdómen: Fundo negro com manchas muito variáveis. Na forma típica, apresenta três linhas de manchas laranja vivas. Em Portugal, são frequentes os indivíduos completamente negros (forma lugbris) e também com as manchas bordeadas de branco. Geralmente os juvenis e os machos apresentam contrastes mais marcados apresentando manchas que variam de laranja a vermelho vivo bordeadas de branco, por vezes apenas as auréolas brancas. Nas fêmeas adultas, as manchas podem ser laranja pálido a laranja vivo, bordeadas ou não de branco ou amarelo, por vezes de tonalidades douradas. Na face ventral pode apresentar uma mancha vermelha por vezes reduzida ou mesmo ausente. Nas fêmeas, o abdómen apresenta pêlos bífidos.

Patas: Negras como a carapaça

Biologia: Fêmeas adultas todo o ano mas activas de Maio a Novembro. Machos adultos principalmente no Verão com um período de actividade de Maio a Setembro. As fêmeas podem fazer até 8 posturas num ano com um número de ovos muito variável entre os 80 e 250 ovos em cada postura. Esta é envolta numa ooteca esférica com cerca de 15mm de diâmetro, de seda branca ou amarelada. As posturas são realizadas normalmente entre Junho e Outubro e o perído de incubação é muito variável entre 15 dias a vários meses dependendo das condições de temperatura e da época do ano. As pequenas aranhas atingem a maturidade ao fim de 4 a 12 meses.

As teias têm a estrutura normal da família com um esconderijo, uma teia de captura e um emaranhado de fios de suporte e alarme que podem também servir como fios de captura. O esconderijo é simples e geralmente situa-se perto do solo ou mesmo debaixo de pedras frequentemente disfarçado com restos de presas e outros detritos. A teia de captura pode estar a uns 20 cm de altura desde o solo e dela saem inúmeros fios de suporte, entre os quais alguns directos ao solo com pequenas gotas de seda líquida muito pegajosa que servem para captura de animais que se deslocam no solo.

Alimenta-se principalmente de insectos predando com frequência formigas e coleópteros mas pode predar qualquer pequeno animal que passe pela teia como escorpiões, aranhas, isópodes, centopeias, etc.
A captura é feita com uma seda muito pegajosa e muito forte que cola nas presas com as patas traseiras. Quando a presa começa a ficar enleada, a aranha, eleva-a esticando fios de seda e frquentemente isola-a do resto da teia cortando os fios em redor. Por esta altura tenta procurar uma extremidade como uma pata ou uma antena, se possível, e aplica uma picada com um veneno forte e paralisante. Segue-se um reforço de seda e aguarda que a presa fique atordoada. Só nessa altura se aproxima com mais confiança. esta seda pegajosa é igualmente usada como mecanismo de defesa. Se se sentir perturbada, a aranha lança pequenos jactos de seda que rapidamente se colam e se enleiam no potencial inimigo.

Esta é uma espécie algo tolerante, não sendo particularmente agressiva, no entanto está dotada de um veneno potente quer para as suas presas, quer para os seus potenciais inimigos.
Em caso de picada, o efeito pode ser muito variável e a própria aranha pode injectar quantidades variáveis de veneno. Os efeitos nos insectos são de paralesia, nos seres humanos pode provocar dor intensa, feridas no local da picada, contracção dos músculos, particularmente abdominais (provocando uma situação complicada de rigidez abdominal que, além da dor, dificulta a respiração), faciais (provocando uma expressão característica chamada de facies latrodectismica) e penianos (provocando o priapismo), aceleração cardíaca, hipertensão, oliguria, suores, cãbrias e paralesias parciais temporárias.

Distribuição e ocorrência: Não sendo propriamente uma espécie muito comum, distribui-se por todo o território de Norte a Sul e do interior ao litoral. é uma espécie de hábitos refundidos pelo que é pouco vista. Não se conhece nenhum registo em zonas fortemente humanizadas ou urbanas, outro factor que contribui para a sua discreta presença em Portugal, embora seja frequentemente confundida com outras espécies da mesma família.

Identificação: Quando apresenta padrões abdominais, esta espécie é inconfundível com qualquer outra espécie presente em Portugal. Na forma totalmente negra, pode facilmente ser confundida com a forma negra de Steatoda paykulliana, mas, além de ser claramente maior (no caso de adultos), possui patas mais compridas. Por vezes é também confundida com indivíduos mais escuros de Steatoda grossa ou Steatoda nobilis, mas ao contrário destas últimas, a viúva negra, além de ser nitidamente negra, nunca se encontra em ambientes urbanos.
 


A ficha da espécie Latrodectus tredecimguttatus foi actualizada pela última vez em Abril 2011.
Distribuição
100% Fiabilidade de Ocorrência 0%
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