Sinonímias: Aranea cruciger, Aranea diadema, Aranea diademata, Aranea diadematus, Aranea linnaei, Aranea myagria, Aranea papalis, Araneus peleg, Epeira diademata, Epeira diadematus, Epeira frutetorum, Epeira fruticosus, Epeira myagria, Epeira pyrenaea Comprimento (mm): Fêmea: 12 a 17 | Macho: 5 a 10 Descrição geral: Abdómen com coloração de fundo muito variável desde o negro, castanho-escuro, castanho-alaranjado e várias tonalidades de laranja. Parte dorsal com dois tubérculos pequenos e pouco aparentes no terço anterior que corresponde à zona de maior largura. Folium com alternância de bandas transversais claras e escuras. Na parte mediana tem uma fila de manchas brancas que junto com outras manchas brancas transversais na parte anterior formam uma cruz (além de outras mais ou menos variáveis, a cruz é definida sempre por quatro manchas compridas e uma redonda pequena central). Nos machos, as manchas são semelhantes mas o abdómen é muito mais pequeno. Habitat: Zonas com arbustos e árvores, em matas, jardins, etc. Por vezes, em zonas mais abertas mas sempre associada a árvores ou arbustos. Biologia: Teia orbicular típica, vertical, com um número de raios a rondar os 30 e cerca de 40 cm de diâmetro. Situada quase sempre entre duas árvores ou arbustos, está suspensa por grandes fios reforçados. A zona central é reforçada e tem à volta uma pequena espiral. A zona de caça propriamente dita, é grande, com uma grande espiral pegajosa com espaços de, aproximadamente, 3 mm entre fios (a malha frequentemente alarga na parte de fora da teia e estreita na parte inferior, contudo, também depende do tamanho da aranha). Com ou sem esconderijo que, normalmente, consiste num aglomerado de folhas secas dobradas.
A fêmea geralmente permanece no centro da teia, ligeiramente pendurada. Os machos adultos não constroem teias de captura, apenas deambulam em busca de fêmeas para acasalar. Quando encontram a teia de uma fêmea, constroem uma pequena teia de acasalamento junto à parte superior da da fêmea até que ela se desloque do centro para esta zona. Normalmente, a fêmea faz alguns recuos antes de chegar à teia do macho e este, vai enviando sinais para a atrair. Quando a fêmea está na zona desejada, o macho pendura-se por uns fios, com a parte ventral para cima e tenta colocar um palpo no epigíneo da fêmea. Este processo repete-se várias vezes durante meia hora a uma hora e cada cópula dura cerca de 10 segundos a 20 segundos. Depois o macho retorna à teia de acasalamento e repete todo o processo para o outro palpo. Se o macho tentar estas aproximações fora do período receptivo da fêmea, podem tentar matar-se mutuamente. No final do Verão, a fêmea deposita os ovos em várias ootecas amareladas em locais abrigados e permanece junto destas até morrer pouco tempo depois. As crias abandonam as ootecas na Primavera e agrupam-se até que façam a primeira muda, altura em que se dispersam pelo ar e constroem as primeiras teias orbiculares. Nesse Outono, atingem cerca de 3 mm a 5 mm e passam o Inverno neste estádio de desenvolvimento, tornando-se adultas no Verão ou Outono do ano seguinte.
Alimenta-se sobretudo de insectos voadores como dípteros (moscas, culicídeos, tipulídeos, entre outros), himenópteros (abelhas, vespas) e lepidópteros (borboletas). Ao ingerir a teia, consome outros pequenos animais que ficam colados durante o dia.
Apesar do seu tamanho, é geralmente uma aranha pacífica e algo tolerante, fugindo para o esconderijo quando perturbada, no entanto, por vezes, pode tomar uma atitude defensiva e picar se se sentir demasiado perturbada. O veneno desta espécie parece muito eficiente em alguns insectos e muito pouco noutros. No Homem, provoca alguma dor local sem qualquer efeito secundário ou marcas e passando após algumas horas considerando-se por isso, uma espécie inofensiva.