Microtus lusitanicus (Gerbe, 1879)

Rato-cego

Outros Nomes Comuns: rato-toupeiro

Sinonímias de Microtus lusitanicus

Pitymys lusitanicus

Informação detalhada sobre Microtus lusitanicus

Nativa de portugal continental

Distribuição
Encontra-se em todo o Norte e Centro de Portugal, com limite a Sudoeste em Monchique e a Sudeste em Elvas. É um endemismo ibérico, distribuindo-se apenas pelo Noroeste da Península Ibérica e Sudoeste de França, nos Pirinéus.

Habitat
Os habitats preferenciais são prados, campos de cultivo, pomares e lameiros.
Encontra-se também em arrozais, margens de cursos de água e bosques de carvalhos e castanheiros. Prefere solos com humidade elevada, próximos do ponto de saturação mas não inundados, devido à sua influência atlântica. No caso de os seus túneis serem inundados, consegue sobreviver exclusivamente à superfície, construindo os ninhos sob pedras ou entre vegetação. Ocupa áreas desde os 0 aos 2000m de altitude.

Estatuto de Conservação
Pouco preocupante, segundo o Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal

Guilde trófica
Herbívoro, com preferência por geófitos, alimentando-se de bolbos, raízes, tubérculos e rizomas. A sua dieta adapta-se ao longo do ano, consoante a disponibilidade de alimento.

Ecologia
Roedor fossador de pequenas dimensões. Tem uma cabeça grande e arredondada, olhos e orelhas pequenas e cauda curta. Pode alcançar os 10,5 cm de coprimento (cabeça mais corpo) e um peso de 19,0g.
Cor do dorso varia de cinzento-escuro a sépia e o ventre de cinzento-claro a cinzento-escuro. Os juvenis apresentam uma coloração um pouco mais escura.
Em condições favoráveis a reprodução pode ocorrer durante todo o ano. Cada ninhada é composta por 2 a 5 crias. A maturidade sexual é atingida pelas fêmeas às 5 semanas e pelos machos às 7 semanas.
Os seus predadores naturais são a coruja-das-torres (Tyto alba), a coruja-do-mato (Strix aluco) e mamíferos carnívoros de pequeno e médio porte como a raposa (Vulpes vulpes) o gato-bravo (Felis silvestris) e a geneta (Genetta genetta).
As ameaças para esta espécie recaem principalmente com o seu controlo em campos agrícolas e pomares, com a utilização de venenos.

Distribuição de Microtus lusitanicus em Portugal