Latrodectus tredecimguttatus (Rossi, 1790)

Viúva-negra

Outros Nomes Comuns: aranha-viúva, viúva-negra-mediterrânica, malmignata

Sinonímias de Latrodectus tredecimguttatus

Aranea brevipes, Aranea 13-guttata, Latrodectus argus, Latrodectus conglobatus, Latrodectus erebus, Latrodectus hispidus, Latrodectus lugubris, Latrodectus mactans, Latrodectus mactans tredecimguttatus, Latrodectus malmignatus, Latrodectus martius, Latrodectus oculatus, Latrodectus schuchii, Latrodectus tredecimguttatus lugubris, Latrodectus venator, Latrodectus 13decimguttatus, Latrodectus 13-guttatus, Latrodectus 5-guttatus, Meta hispida, Theridion tredecim-guttatum, Theridion lugubre

Morfologia de Latrodectus tredecimguttatus

Macho adulto © Jorge Almeida
Macho adulto
Juvenil © Jorge Almeida
Juvenil
Fêmea subadulta © Emídio Machado
Fêmea subadulta
Fêmea subadulta © Emídio Machado
Fêmea subadulta
Fêmea subadulta © Emídio Machado
Fêmea subadulta
Fêmea subadulta © Emídio Machado
Fêmea subadulta
Fêmea subadulta © Emídio Machado
Fêmea subadulta
Fêmea subadulta © Ricardo Ramos da Silva
Fêmea subadulta
Fêmea adulta © Emídio Machado
Fêmea adulta
Fêmea adulta © Pedro Cardoso
Fêmea adulta
Fêmea adulta © Emídio Machado
Fêmea adulta
Fêmea subadulta © Ricardo Ramos da Silva
Fêmea subadulta
Fêmea adulta © Emídio Machado
Fêmea adulta
Fêmea adulta © Ricardo Ramos da Silva
Fêmea adulta
Fêmea adulta © Emídio Machado
Fêmea adulta
Fêmea adulta © Luís Crespo
Fêmea adulta
Fêmea adulta © Emídio Machado
Fêmea adulta
Fêmea adulta © Emídio Machado
Fêmea adulta
Fêmea a construir a ooteca © Emídio Machado
Fêmea a construir a ooteca
Fêmea a construir a ooteca © Emídio Machado
Fêmea a construir a ooteca
 © Marco Mirinha
 © Jorge Almeida
 © Jorge Almeida
Juvenil © Pedro Cardoso
Juvenil
 © Pedro Cardoso

Vídeos de Latrodectus tredecimguttatus

Informação detalhada sobre Latrodectus tredecimguttatus

Biologia:http://naturdata.com/images/stories/icns/terr.jpg
 Continente:Açores:Madeira:
Presença:http://naturdata.com/images/stories/icns/conf.jpghttp://naturdata.com/images/stories/icns/res.jpg  
Origem:http://naturdata.com/images/stories/icns/nat.jpg  
Situação:http://naturdata.com/images/stories/icns/exp.jpg  

 

Ciclo de vida:   
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Fêmeas:   

Comprimento do corpo: 14 a 15 mm.
Carapaça negra com uma depressão na zona torácica (fóvea) bem aparente.
Quelíceras negras sem dentes.
Patas negras como a carapaça.
Abdómen muito volumoso, negro com manchas muito variáveis e pêos bífidos. Na forma típica, apresenta três linhas de manchas laranja vivo mas em Portugal, são frequentes os indivíduos completamente negros (forma lugubris) e também com as manchas bordeadas de branco.  Estas manchas, quando presentes, podem ser laranja pálido a laranja vivo, bordeadas ou não de branco ou amarelo, por vezes de tonalidades douradas.
Na face ventral pode apresentar uma mancha vermelha por vezes reduzida ou mesmo ausente.

    
Machos:   
Comprimento do corpo: 8 a 10 mm.
Carapaça e quelíceras idênticas às das fêmeas.
Patas negras mas proporcionalmente mais compridas que nas fêmeas.
Abdómen pequeno, com os mesmos padrões das fêmeas embora normalmente muito mais definido.
    
Postura:   
As fêmeas podem fazer até 8 posturas num ano com um número de ovos muito variável entre os 80 e 250 ovos em cada postura. Esta é envolta numa ooteca esférica com cerca de 15mm de diâmetro, de seda branca ou amarelada.
As posturas são realizadas normalmente entre Junho e Outubro e o período de incubação é muito variável entre 15 dias a vários meses dependendo das condições de temperatura e da época do ano.
    
Ninfas:   
 As ninfas apresentam o abdómen menos arredondado que nas fêmeas e com padrão típico da espécie mas com cores variáveis. A mesma aranha pode variar as cores das manchas em cada etapa de crescimento.
Atingem a maturidade ao fim de 4 a 12 meses.
    
Teia:   
As teias têm a estrutura normal da família com um esconderijo, uma teia de captura e um emaranhado de fios de suporte e alarme que podem também servir como fios de captura. O esconderijo é simples e geralmente situa-se perto do solo ou mesmo debaixo de pedras frequentemente disfarçado com restos de presas e outros detritos. A teia de captura pode estar a uns 20 cm de altura desde o solo e dela saem inúmeros fios de suporte, entre os quais alguns directos ao solo com pequenas gotas de seda líquida muito pegajosa que servem para captura de animais que se deslocam no solo.
    
Presas e alimentação:   
Alimenta-se principalmente de insectos predando com frequência formigas e coleópteros mas pode predar qualquer pequeno animal que passe pela teia como escorpiões, aranhas, isópodes, centopeias, etc.
A captura é feita com uma seda muito pegajosa e muito forte que cola nas presas com as patas traseiras. Quando a presa começa a ficar enleada, a aranha, eleva-a esticando fios de seda e frquentemente isola-a do resto da teia cortando os fios em redor. Por esta altura tenta procurar uma extremidade como uma pata ou uma antena, se possível, e aplica uma picada com um veneno forte e paralisante. Segue-se um reforço de seda e aguarda que a presa fique atordoada. Só nessa altura se aproxima com mais confiança. esta seda pegajosa é igualmente usada como mecanismo de defesa. Se se sentir perturbada, a aranha lança pequenos jactos de seda que rapidamente se colam e se enleiam no potencial inimigo.
    
Fenologia:   
As fêmeas vivem vários anos pelo que, apesar de mais activas de maio a novembro, podem encontrar-se todo o ano.
Os machos são adultos principalmente no verão com um período de actividade de Maio a Setembro.
    
Defesas e veneno:   
Esta é uma espécie algo tolerante, não sendo particularmente agressiva, no entanto está dotada de um veneno potente quer para as suas presas, quer para os seus potenciais inimigos.
Em caso de picada, o efeito pode ser muito variável e a própria aranha pode injectar quantidades variáveis de veneno. Os efeitos nos insectos são de paralesia, nos seres humanos pode provocar dor intensa, feridas no local da picada, contracção dos músculos, particularmente abdominais (provocando uma situação complicada de rigidez abdominal que, além da dor, dificulta a respiração), faciais (provocando uma expressão característica chamada de facies latrodectismica) e penianos (provocando o priapismo), aceleração cardíaca, hipertensão, oliguria, suores, cãbrias e paralesias parciais temporárias.
    

 5/2015 - Ficha elaborada por Ricardo Silva
Imagens de Emídio Machado, Pedro Cardoso, Jorge Almeida, Ricardo Silva e Marco Mirinha.

Distribuição de Latrodectus tredecimguttatus em Portugal