Amanita rubescens Persoon

Amanita-vinosa

Morfologia de Amanita rubescens

 © Ricardo Ramos da Silva
 © Ricardo Ramos da Silva
 © Ricardo Ramos da Silva
 © Fernando Romão
 © Fernando Romão

Informação detalhada sobre Amanita rubescens

Origem: Nativa no continente.

Comestibilidade:      Bom comestível

Ecologia
Distribuição
    Frequente
Modo de Nutrição     Micorrízico
Período de Frutificação     Outono

Características Macroscópicas
Chapéu
Forma     Jovem:
Globoso a hemisférico | Maduro: Convexo a plano
Dimensão     5-15 cm (diâmetro)
Cores     Jovem: Creme, ocráceo ou castanho, com tonalidades vináceas ou avermelhadadas | Maduro: Creme, ocráceo ou castanho, com tonalidades vináceas ou avermelhadadas
Ornamentações     Com vestígios do véu, na forma de inúmeras placas esbranquiçadas, ocráceas ou acinzentadas e com tonalidades avermelhadas, verrucosas, e dispostas concentricamente
Textura     Mate ou brilhante
Margem     Lisa

Himénio
Tipo
    Lâminas
Inserção no Pé     Livre
Cores     Jovem: Branco | Maduro: Branco, com tonalidades vináceas
Coloração da Esporada     Branca


Forma
    Cilíndrico ou claviforme, com a base bolbosa
Dimensão     5-20 cm (comprimento) x 1-3 cm (largura)
Cores     Esbranquiçado acima do anel, e branco-rosado ou castanho-avermelhado, mais intenso na base, abaixo do anel
Ornamentações     Floculoso ou coberto de escamas finas

Anel
Posição e Forma
    Descendente e simples
Resistência e Textura     Fugaz e membranoso
Cores     Branco ou rosado
Ornamentações     Muito estriado na face superior

Volva
Resistência e Textura
    Quase inexistente e floculosa
Forma     Ovóide-napiforme, com um ou dois círculos de escamas acastanhadas
Cores     Vermelha-vinácea

Outras Estruturas Externas
Látex
    Ausente
Cortina     Ausente

Estruturas Internas
Carne      
Coloração
    Branca, com tonalidades acastanhadas ou avermelhadas sob a cutícula e na base do pé; fica avermelhada ou castanha-vinácea em contacto com o ar, ao corte ou nas zonas danificadas
Textura     Fibrosa
Consistência     Normal

Características Microscópicas
Esporos
Cores
    Hialinos
Forma     Elípticos a ovóides
Ornamentação     Lisos
Dimensão     8,0-11,0 x 6,0-8,0 µm

Outras
Queilocistidios
    Vesiculares a claviformes
Cutícula     Filamentosa e gelificada, constituída por hifas paralelas

Características Organolépticas
Textura - Chapéu
    Seca ou viscosa
Textura - Pé     Seca
Cheiro     Nulo
Sabor     Doce ou ligeiramente amargo

Habitat:
Espécie comum em todo o tipo de bosques e de solos. Micorriza de numerosas e
variadas árvores.

Época:
Desde o final do Verão e durante o Outono.
Valor gastronómico:
É um cogumelo muito apreciado. Contudo devem ser tomadas precauções, não só
pelas possíveis confusões que pode provocar, mas também pelos seus componentes
tóxicos voláteis. Nunca deve ser comido cru, mas sim bem cozinhado.
Observações:
Recomenda-se a sua colheita somente a colectores experientes. Muitas vezes é confundido
com o A. pantherina. Apesar de as duas espécies apresentarem chapéus
de cores muito idênticas, podem-se diferenciar através da carne, que no caso da
Amanita rubescens torna-se de cor rosa e no caso da A. pantherina é imutável. Para
além disso, a margem estriada e a volva diferente da A. pantherina diferenciam claramente
estas espécies.
Os componentes tóxicos desta espécie (hemolosinas) evaporam-se a mais de 65º C,
pelo que é necessário cozinha-los bem para poderem ser consumidos com segurança.
Estas substâncias destroem os glóbulos vermelhos, provocando anemias severas.
O Amanita rubescens possui uma percentagem de hemolosinas superior ao mortal
A.phalloides.

Distribuição de Amanita rubescens em Portugal