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Durante o ano de 2010 o Portal Naturdata - biodiversidade online e o Portal da Biodiversidade dos Açores lançaram a iniciativa “Top 10 das espécies Portuguesas”. Pretendeu-se fazer uma pequena listagem representativa das espécies que por qualquer razão se destacaram como as mais emblemáticas de entre todas as descritas de Portugal entre 2000 e 2010. As votações abertas ao público decorreram até o final do ano.
O público votou e escolheu. Recolheram-se 303 votos. As espécies seleccionadas contam com 5 aracnídeos, 2 insectos, uma lesma-do-mar, um peixe e uma ave. Aqui ficam as 10 espécies mais votadas:
1º Lugar:
2º Lugar:
3º Lugar:
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Nome científico: Anapistula ataecina Cardoso & Scharff, 2009 Nome comum: Aranha-cavernícola-do-Frade
Espécie descoberta em 2005 durante as actividades do Núcleo de Espeleologia da Costa Azul, apenas descrita em 2009. Trata-se da aranha mais pequena da Europa (0.43-0.58mm) e uma das mais pequenas do mundo. É a única representante da família na Europa, sendo as parentes mais próximas conhecidas apenas da Costa do Marfim. O macho é desconhecido, sendo a espécie possivelmente partenogénica. Com uma área de distribuição de apenas 1 a 2 km2, no Sistema do Frade, Sesimbra e em decréscimo devido a pedreiras, foi recentemente classificada com o estatuto de "Em Perigo Crítico de Extinção (CR)" pela União Internacional para a Conservação da Natureza. É a única aranha europeia e uma de apenas 13 espécies animais em Portugal a ter este estatuto, o mais alto no ranking da IUCN. O nome "ataecina" é o de uma antiga deusa Lusitana, deusa da Natureza, da Morte e do Renascimento. Segundo a mitologia vivia no meio subterrâneo.
Links: http://naturdata.com/Anapistula-ataecina-38071.htm http://naturdata.com/noticias/182-aranha-endemica-de-portugal-classificada-pela-iucn-como-criticamente-em-perigo-de-extincao http://naturdata.com/component/content/article/43-mundo/82-anapistula-ataecina-a-aranha-mais-pequena-da-europa-e-portuguesa http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/176265/0 |
4º Lugar:
5º Lugar:
6º Lugar:
7º Lugar:
8º Lugar:
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Nome: Iberesia machadoi Decae & Cardoso, 2006
Nome comum: Não tem
Espécie mencionada desde os anos 40 pelo prof. António de Barros Machado, na altura sob uma identificação que veio recentemente a revelar-se errónea. Encontra-se em quase todo o país. Trata-se de uma das maiores aranhas de Portugal (até 30mm). No entanto, devido aos seus hábitos crípticos, vivendo durante quase toda a sua vida em tubos escavados no solo, pode passar despercebida em muitos locais. É a espécie “tipo” do género Iberesia, também criado em 2006 e que, pelo que se sabe, é exclusivo da Península Ibérica. O epíteto específico machadoi é dado em honra de Barros Machado.
Links: - http://naturdata.com/Iberesia-machadoi-38160.htm
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9º Lugar:
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Nome: Tethina lusitanica Munari et al., 2009
Nome comum: Mosca-das-dunas
Esta pequena mosca com cerca de 2 mm habita as dunas costeiras portuguesas e foi encontrada pela primeira vez no final de 2008 nas praias da Apúlia, no concelho de Esposende. Visualmente é uma mosca muito atraente, com cores que lhe permitem mimetizar de forma extraordinária a areia envolvente. Apesar de boa voadora, esta espécie prefere deslocar-se através da areia; quando ameaçada, realiza voos curtos aproveitando-se da sua camuflagem para desaparecer uns centímetros mais à frente. Embora a sua biologia ainda não seja muito bem conhecida, já foram realizadas algumas observações muito interessantes. Uma delas refere-se às “danças” que os machos realizam quando competem pelas fêmeas. Nesta espécie de bailado podemos ver os machos a lutar com as patas anteriores e a darem empurrões entre si, ao mesmo tempo que entreabrem as asas. Dada a vulnerabilidade dos ecossistemas costeiros esta espécie está sujeita à pressão humana sobre estes habitats.
Links: - http://naturdata.com/Tethina-lusitanica-38057.htm - http://www.youtube.com/user/tethinaportugal
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10º Lugar:
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Nome: Ariasella lusitanica Grootaert et al., 2009
Descoberto pela primeira vez num terreno privado no Norte de Portugal, este pequeno insecto pode-se confundir com uma formiga devido ao seu pequeno tamanho e andar a grande velocidade pelo solo. Na realidade trata-se de uma espécie de mosca que no decurso da sua evolução perdeu a capacidade de voar ficando com as asas atrofiadas (o que é mais evidente nas fêmeas). Estas moscas são predadoras de pequenos insectos e um facto muito curioso é roubarem com frequência a comida umas das outras. Os adultos surgem com o aproximar da Primavera e desaparecem antes do início do Verão e podem ser encontrados em locais com bastante sombra e alguma humidade (são bastante comuns na manta morta).
Links: - http://naturdata.com/Ariasella-lusitanica-38081.htm - http://www.youtube.com/user/ariasellaportugal
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As restantes espécies que foram sujeitas a votação foram as seguintes:
Nome: Hemigrapha atlantica Diederich & Wedin, 2000 Nome comum: não tem Fungo que vive exclusivamente dependente de uma única espécie de liquene (Sticta canariensis). Distribuição conhecida restrita aos Açores e Ilhas Britânicas.
Nome científico: Ramalina azorica Aptroot & Schumm 2008 Nome comum: não tem Espécie endémica dos Açores onde é localmente comum em rochas costeiras onde é vista (mas não reconhecida) por todos os visitantes incluíndo banhistas. É uma das poucas espécies de líquenes que existem exclusivamente nos Açores já que os líquenes geralmente possuem vastas distribuições por se dispersarem através de esporos minúsculos
Nome científico: Trechus isabelae Borges & Serrano, 2007 Nome comum: Escaravelho-cavernícola-do-Algar-do-Morro-Pelado Trata-se de uma espécie com uma distribuição muito restricta e que se destaca pelo local onde ocorre. Esta espécie de escaravelho cavernícola endémica da ilha de São Jorge possui olhos reduzidos, mas a despigmentação não é completa. É conhecida apenas do Algar do Morro Pelado na ilha de São Jorge, o mais profundo algar vulcânico dos Açores (com aproximadamente 140 m de profundidade), de estrutura geológica complexa, com várias aberturas e salas sobrepostas.
Nome científico: Turinyphia cavernicola Wunderlich, 2005 Nome comum: Aranha-cavernícola-do-Algar-do-Carvão Trata-se de uma espécie com uma distribuição muito restricta e que se destaca pelo local onde ocorre. Esta espécie de aranha cavernícola endémica da ilha Terceira é conhecida apenas do Algar do Carvão Gruta de St. Maria e Gruta da Malha. É uma espécie relativamente comum no Algar do Carvão o mais expectacular algar vulcânico dos Açores e um dos mais importantes a nível internacional. Esta aranha de pequenas dimensões está adaptada ao ambiente cavernícola possuindo despigmentação e construindo as suas teias entre os orifícios das pedras basálticas.
Nome científico: Drouetius borgesi borgesi Machado, 2009 Nome comum: Gorgulho-das-árvores Este gorgulho de grandes dimensões é uma dos insectos fitófagos mais abundantes nas florestas nativas de altitude da ilha Terceira. Trata-se de uma espécie com hábitos nocturnos, estando os adultos escondidos durante o dia no solo. No inicio da noite trepam às árvores e arbustos onde se alimentam das folhas. Pertence a um género endémico dos Açores (Drouetius) que é aparentado ao génereo Laparocerus que possui também muitas espécies endémicas na Madeira e Canárias.
Nome científico: Calacalles azoricus Stüben, 2004 Nome comum: Gorgulho Gorgulho endémico dos Açores e da ilha do Faial. Esta é uma espécie relativamente rara, sendo conhecida apenas da Caldeira do Faial e que está associado às raízes da planta endémica dos Açores Tolpis azorica. Trata-se de uma espécie com hábitos nocturnos, estando os adultos escondidos durante o dia no solo. No inicio da noite saem para se alimentarem. Trata-se de uma espécie notável pela beleza das escamas que recobrem o seu corpo.
Nome: Phaedrotoma flaveola van Achterberg & Aguiar 2009 Nome comum: não tem Espécie de vespa encontrada exclusivamente na Selvagem Grande. Devido ao pequeno tamanho, tendo sido recolhida em colheitas casuais pelo vigilante da natureza e naturalista Isamberto Silva, a sua biologia e modo de vida são desconhecidos
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